O mundo não ouviu quando alertaram para a brutalidade das palavras.
O mundo não ouviu quando os inimigos imaginários foram tornados reais pela paranoia genocida.
O mundo não ouviu quando avisaram não haver soluções simples para problemas complexos.
O mundo não ouviu.
"Eles não são humanos" - ele disse. Mas ignoraram o poder desumano que reside no ato de desumanizar o outro.
E desumanizando, ultrapassaram 6 milhões as vidas (e não as estatísticas).
O mundo ouviu quando a propaganda veiculava mentiras deliberadas.
O mundo ouviu quando o revisionismo histórico abriu espaço para o anti-intelectualismo e o anticientificismo, fazendo com que fatos se tornassem irrelevantes perante a imagem e a palavra de seu ídolo.
Famílias esfaceladas. Subjetividades destruídas. Uma nação convencida que a morte de alguns é justificável. Uma nação convencida que o outro merece a morte. Uma nação convencida que existe um conceito de "o outro".
O Brasil não faz justiça à sua História. Não lida com seus demônios. Não reconhece Canudos, Revolta da Chibata e Balaiada como os horrores que foram. Mas o mundo busca seguir o caminho oposto. Por isso existe o Yom HaShoah.
O Yom HaShoah, ou "Dia da Lembrança do Holocausto", ocorre no dia 27 de nissan no calendário hebraico. Este dia é lembrado anualmente como dia de recordação das vítimas do Holocausto, sendo feriado nacional em Israel.
Aprendemos, mas ainda negam. Vivemos, mas ainda esquecemos. Ouvimos, mas ainda reproduzimos.
Reproduzimos quando sugerimos "marcar" pessoas para identificá-las e diferenciar o tratamento a elas dispensado.
Reproduzimos quando queimamos livros. Ou estúdios.
Reproduzimos quando entendemos o amor ao povo palestino como justificativa para o antissemitismo.
Reproduzimos quando irresponsavelmente tratamos governo e povo da mesma forma.
Reproduzimos quando não nos posicionamos de maneira ativa contra qualquer forma de ascensão autoritária que encontre em grupos específicos seus algozes sem direito de defesa.
Ontem foram os judeus. Sempre foram os negros, as mulheres e os LGBTs. Amanhã poderá ser você.
ES LEBE DIE FREIHEIT.
Reproduzimos quando queimamos livros. Ou estúdios.
Reproduzimos quando entendemos o amor ao povo palestino como justificativa para o antissemitismo.
Reproduzimos quando irresponsavelmente tratamos governo e povo da mesma forma.
Reproduzimos quando não nos posicionamos de maneira ativa contra qualquer forma de ascensão autoritária que encontre em grupos específicos seus algozes sem direito de defesa.
Ontem foram os judeus. Sempre foram os negros, as mulheres e os LGBTs. Amanhã poderá ser você.
ES LEBE DIE FREIHEIT.

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